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24 de agosto de 2014

Jovens nos anos 70


Como fazer um registro fotográfico verossímil e autêntico dos jovens dos anos 70 sem cair nas armadilhas dos clichês? A resposta é o trabalho de Joseph Szabo, um professor, fotógrafo e autor, que ensinou fotografia na Malverne High School, em Long Island (de 1972 a 1999) e considerado pela revista Times no final da década de 70 como “o segredo mais bem guardado da fotografia americana”.

Tal feito lhe foi atribuído pois ele registrou de forma excepcional o comportamento, paixões e confusões dos seus alunos de Malverne, mas tudo de um jeito descompromissado, pois os registros começaram a acontecer como forma de Joseph exercitar o curso que havia feito, chamado ”Como fotografar pessoas e estranhos”, com Ken Heyman.

Os registros dos alunos inquietos começaram primeiro dentro da sala de aula, estimulando inclusive que fotografassem uns aos outros. Com o tempo, Joe (como era chamado por muitos) foi ganhando a confiança dos jovens e os registros aconteceram também no terreno da escola e fora dela, sendo o próprio convidado para as festas e celebrações das turmas.


O primeiro resultado foi o livro chamado Almost Grown, publicado em 1978, definido por Joe como “os anos de desejo inquieto e o desabrochar da sexualidade, o mundo da escola, estacionamentos e esquinas e a cultura exclusivamente americana em que todos nós crescemos”. Veja algumas fotos do livro:







Na época de lançamento, o livrou causou grande burburinho e recebeu atenção massiva durante alguns anos, mas logo o professor Joseph voltou à sua rotina. Sempre fotografando seus alunos, 20 anos depois, nasceu o segundo livro, Teenage. E depois, revisitando seu portfolio com outros dois livros: Rolling Stones Fans e Jones Beach, com fotos igualmente interessantes e despretensiosas de uma geração inesquecível, criativa e liberta.


























13 de abril de 2014

10 civilizações antigas esquecidas


O típico livro de história se ocupa basicamente dos acontecimentos dos últimos séculos e deixa apenas poucas páginas reservadas para fatos e povos que ocuparam o nosso planeta antes da vinda de Jesus.

Ainda quando incluem a história antiga, os livros raramente se aprofundam em algum assunto que fuja da trifeta Egito, Roma e Grécia. Por isso, é fácil ter a impressão de que, com exceção desses três, o mapa do mundo antigo fosse apenas um grande espaço em branco. Na realidade, nada poderia estar mais longe da verdade. Muitas culturas vibrantes e fascinantes de fato existiram fora dessas regiões mais conhecidas por nós hoje em dia. É hora de preencher as lacunas.

10. Império de Aksum, na atual Etiópia



O reino de Aksum (ou Axum) é o lar de inúmeras lendas. Seja como o lar do enigmático Preste João (lendário cristão do Oriente), o reino perdido da Rainha de Sabá (figura emblemática presente nos textos sagrados da Bíblia, do Alcorão e da Torá) ou o lugar do descanso final da Arca da Aliança (baú bíblico onde as tábuas dos Dez Mandamentos e outros objetos sagrados teriam sido guardados), Aksum esteve durante muito tempo na vanguarda do imaginário coletivo do Ocidente. Afinal, o reino etíope havia de fato existido e, por não ser um mito ou algo inventado, era uma potência comercial internacional.

Graças ao acesso tanto pelo Rio Nilo quanto de rotas de comércio do Mar Vermelho, Aksum prosperou, e no início da Era Comum (iniciada pelo ano 1 dC), a maioria dos povos etíopes estavam sob o domínio aksumite. O poder e a prosperidade de Aksum lhe permitiram expandir até a Arábia. No século III dC, um filósofo persa escreveu que Aksum era um dos quatro maiores reinos do mundo, ao lado de Roma, China e da Pérsia.

Aksum adotou o cristianismo não muito tempo depois do Império Romano e continuou a prosperar durante o começo da Idade Média. Se não fosse pela ascensão e expansão do Islã, Aksum poderia ter continuado a dominar a África Oriental. Depois da conquista árabe da costa do Mar Vermelho, Aksum perdeu sua vantagem comercial sobre seus vizinhos.

Mas a culpa disso é inteiramente do próprio reino de Aksum. Apenas algumas décadas antes, um rei aksumite tinha dado asilo aos primeiros seguidores de Maomé, garantindo, assim, a expansão da religião que viria a dominar a região e, consequentemente, levar ao declínio o império aksumite.

9. Cuche, no nordeste africano



Conhecido no Egito Antigo por sua abundância de ouro e de outros recursos naturais valiosos, a civilização Cuche (ou Kush) foi conquistada e explorada por seu vizinho do norte por quase meio milênio (de cerca de 1.500 a 1.000 aC).

Mas as origens de Cuche se estendem muito mais profundamente no passado: artefatos de cerâmica descobertos na região de sua capital, Kerma, datam de cerca de 8.000 aC. Sabe-se ainda que por volta de 2.400 aC, Cuche já ostentava uma sociedade urbana altamente estratificada e complexa baseada em sua desenvolvida agricultura em larga escala.

No século IX aC, a instabilidade no Egito permitiu que os cuchitas recuperassem sua independência. Mais do que isso, em um dos maiores reveses da história antiga, o feitiço virou contra o feiticeiro e Cuche, na realidade, conquistou o Egito em 750 aC.

No século seguinte, uma série de faraós cuchitas comandou um território que em muito superou os seus antecessores egípcios. Foram governantes de Cuche que reativaram a construção de pirâmides e garantiram que esses monumentos se disseminassem por toda a região. Historiadores mais recentes chegam a mencionar que houve um movimento de “Renascimento” ao se referirem a esse período de Cuche.

Eles acabaram sendo expulsos do Egito por uma invasão assíria, que encerrou séculos de intercâmbio cultural entre egípcios e cuchitas. Estes fugiram para o sul e se restabeleceram na região de Meroe, na margem sudeste do Rio Nilo. Em Meroe, os cuchitas romperam de vez com a influência egípcia e desenvolveram sua própria forma de escrever, agora chamada meroítica. O que aconteceu a parir daí continua sendo um mistério. O pouco que sabemos após a ruptura dos cuchitas com o Egito é que o último rei de Cuche morreu em 300 dC, embora o declínio da civilização e as razões exatas para o seu fim permanecem uma incógnita para os historiadores.

8. Reino de Yam, no atual Chade



O reino de Yam certamente existiu como um parceiro comercial e possível rival do Império do Antigo Egito, mas a sua localização exata até hoje é motivo de grande discussão e as pistas de onde a civilização possa ter se desenvolvido são quase tão evasivas quanto as da mítica Atlântida. Com base nas inscrições funerárias do explorador egípcio Harkhuf, parece que Yam era uma terra de “incenso, ébano, peles de leopardo, presas de elefante e bumerangues”. Nada de muito concreto.

Apesar dos relatos de Harkhuf de viagens por terra com duração superior a sete meses, os egiptólogos têm considerado que a terra dos bumerangues não se localizava fora de um raio de apenas algumas centenas de quilômetros do Rio Nilo. Imaginava-se que não havia nenhuma maneira de que os antigos egípcios pudessem ter atravessado a imensidão inóspita do deserto de Saara, e por isso uma distância relativamente pequena era encarada como uma jornada quase sobre-humana.

Existem também alguns questionamentos entre os especialistas da área sobre o que os egípcios da época teriam encontrado se eles efetivamente conseguiram atravessar o Saara e chegaram até o que hoje conhecemos como África Subsaariana.

Porém, parece que nós subestimamos as capacidades dos antigos comerciantes egípcios: hieróglifos descobertos recentemente a mais de 700 quilômetros a sudoeste do Nilo confirmam a existência de comércio entre Yam e Egito e apontam a localização do Yam para as terras altas do norte do atual Chade.

Exatamente como os egípcios cruzaram centenas de quilômetros de deserto antes da criação da roda e com apenas burros como animais de carga continua a ser desconcertante. Mas, pelo menos, o seu destino não está mais envolto em dúvida: eles foram encontrar comerciantes de Yam.

7. Império Xiongnu



O Império Xiongnu foi uma confederação de povos nômades que dominaram o norte da China desde o século III aC até que o primeiro século aC. Imagine o exército mongol de Genghis Khan, mas um milênio antes, e com bigas (lembra-se daqueles carros de guerras que ficaram famosos com os romanos? Os asiáticos já os usavam muito antes de Ben Hur). Uma série de teorias já foi criada para explicar as origens de Xiongnu, enquanto alguns estudiosos argumentam que o povo pode ter sido os ancestrais dos hunos.

Infelizmente, o império Xiongnu deixou poucos registros de sua própria história. O que de fato sabemos é que os ataques dos Xiongnu na China foram tão devastadores que o imperador Qin ordenou que começassem as primeiras obras da construção da Grande Muralha. Quase meio século depois, as constantes invasões dos persistentes guerreiros Xiongnu exigiram que a China, agora sob o domínio da dinastia Han, reforçasse e expandisse ainda mais a Grande Muralha. Em 166 aC, mais de 100 mil cavaleiros Xiongnu conseguiram avançar até cerca de 160 quilômetros para o interior da capital chinesa antes de finalmente seres expulsos.

Foi necessária uma combinação de discórdia interna, disputas de sucessão e conflitos com outros grupos nômades para enfraquecer o império Xiongnu o suficiente para que os chineses finalmente fossem capazes de exercer algum tipo de controle sobre seus vizinhos do norte. Ainda assim, Xiongnu foi o primeiro e o mais duradouro império nômade das estepes da Ásia.

Para quem rapidamente fez a conexão entre povos asiáticos antigos e o clássico da Disney, Mulan, bingo! Os invasores bárbaros contra os quais a mocinha do filme, que finge ser mocinho, luta são exatamente os Xiongnu. O resto do desenho, porém, não tem muito compromisso com a realidade.

6. Reino Greco-Batriano, na Ásia Central



Muitas vezes, ao narrar a vida e as conquistas de Alexandre, o Grande, nos esquecemos dos homens que o seguiam para a batalha. A história de Alexandre é bem documentada, mas o mesmo não se pode dizer dos homens que sacrificaram suas vidas pelas conquistas do jovem general.

Quando Alexandre morreu inesperadamente, os macedônios não decidiram simplesmente voltar para casa. Em vez disso, seus generais lutaram entre si pela supremacia antes do desmembramento do império. Seleuco I Nicator se deu bem na empreitada e tomou para si praticamente tudo, desde o Mar Mediterrrâeo, a oeste, até as terras onde hoje é o Paquistão, a leste. No entanto, até mesmo este seu império Selêucida é bastante conhecido em comparação com o Greco-Batriano. (Para efeitos de comparação, pesquise ambos os nomes no Google. O império Selêucida possui uma página na Wikipédia em português; o Greco-Batriano, não).

No século III aC, a província de Bátria (região onde hoje se encontram o Afeganistão e o Tadjiquistão) se tornou tão poderosa que declarou a independência. Algumas fontes da época descreveram o lugar como uma terra rica “de mil cidades”, e a grande quantidade de moedas sobreviventes atesta uma sucessão ininterrupta de reis gregos ao longo dos séculos.

A localização fez com que o reino Greco-Batriano se tornasse um centro de fusão de diversas culturas diferentes: persas, indianos, citas e uma série de grupos nômades contribuíram para o desenvolvimento de um reino totalmente único. Nem tudo foi um mar de rosas, no entanto. A posição e a riqueza do reino também atraíram muita atenção indesejada e, no início do século II aC, a pressão de povos nômades da região (sempre eles) forçou os gregos a debandarem para o sul, em direção à Índia.

Na cidade de Alexandria dos Oxus – ou Ai Khanoum, como é conhecida hoje – foram descobertas fascinantes evidências desta combinação radical entre a cultura grega e a oriental. Infelizmente, os combates da guerra entre União Soviética e Afeganistão acabaram por destruir o local histórico, em 1978. Durante o período de escavações posterior, foi achada uma quantidade surpreendente de elementos de culturas distintas. Moedas indianas, altares iranianos e estátuas budistas estavam entre as ruínas desta cidade decididamente grega, que ainda possuía colunas coríntias, um ginásio, um anfiteatro e um templo que combina elementos gregos e zoroastrianos.


5. Yuezhi, por vários lugares da Ásia



O povo Yuezhi é conhecido por ter aparentemente lutado contra todo mundo. Basta imaginá-los como um Forrest Gump da história antiga, uma vez que, durante vários séculos, eles estiveram presentes, de uma maneira ou de outra, em uma improvável série de eventos significativos em toda a Eurásia.

Os yuezhi se originaram a partir de uma confederação de várias tribos nômades das estepes ao norte da China. Os comerciantes yuezhi se engajavam em longas jornadas para negociar a pedra ornamental jade, além de seda e cavalos. O comércio florescente da região os colocou em conflito direto com o povo Xiongnu (do item 7), que acabaram por expulsar os yuezhi do comércio chinês.

Depois da sentida derrota, o povo Yuezhi rumou para o oeste, onde encontraram e derrotaram os greco-batrianos (do item acima), forçando-os a se reorganizarem tendo a Índia como novo lar. A migração dos yuezhi para a Bátria também acabou ocasionando o deslocamento de um outro povo, chamado de Saka, que respondeu tomando para si partes do território do império Parta. Algumas tribos citas e sakas eventualmente se estabeleceram por todo o Afeganistão.

Durante o primeiro e o segundo séculos dC, o povo Yuezhi estava em guerra contra esses mesmos citas, além de conflitos ocasionais no Paquistão e China de Han. Neste período, as tribos yuezhi se consolidaram e estabeleceram uma economia agrícola, deixando de lado a característica de serem nômades. Este novo império sobreviveu por três séculos, até que as forças da Pérsia, do Paquistão e da Índia partissem para o ataque e resolvessem reconquistar seus antigos territórios. Aí os yeuzhi pararam de lutar – porque perderam.

4. O reino Mitanni, no Oriente Médio



O Estado de Mitanni existiu desde cerca de 1.500 aC até ao ano de 1.200 aC e consistiu no que é hoje a Síria e o norte do Iraque. Você provavelmente já ouviu falar de pelo menos um mitaniano famoso: existem evidências que sugerem que a famosa rainha Nefertiti, do Egito, na realidade nasceu princesa no estado mesopotâmico. Nefertiti provavelmente se casou com o faraó egípcio na época como parte de um esforço para melhorar as relações entre os dois reinos.

Acredita-se que os mitanianos fossem indo-arianos em sua origem e sua cultura demonstra até que ponto a influência dos indianos antigos penetrou na civilização primitiva do Oriente Médio. Os mitanianos incorporaram crenças hindus como o karma e a reencarnação, além de reproduzirem alguns de seus costumes, como o de cremar os mortos. Esses elementos culturais deixam a ligação entre o reino Mittani e o Egito muito mais intrigante.

Nefertiti e seu marido, Amenhotep IV, estiveram no centro de uma revolução religiosa de curta duração no Egito, embora os historiadores só possam adivinhar o quanto disso está relacionado à sua origem estrangeira. De qualquer forma, Nefertiti é famosa por ter sido muito influente durante o reinado de seu marido – para se ter uma ideia, ela foi muitas vezes representada, em desenhos da época, em situações que eram normalmente reservadas ao faraó, como vencendo uma batalha contra inimigos.

Embora muito do que se saiba hoje sobre os mitanianos permaneçam informações especulativas, os estudiosos estão esperançosos de que as próximas escavações descubram a capital de Mitannian, Washukanni, e nos revele mais sobre o reino.


3. Tuwana, na atual Turquia



Você pode tentar, mais dificilmente encontrará um reino antigo mais perdido ou esquecido do que Tuwana. Quando o império Hitita (o mais poderoso da Idade do Bronze na Região de Anatólia, atual Turquia) caiu, Tuwana consistia em um punhado de cidades-estado que ajudaram a preencher o vácuo de poder nos territórios que hoje são turcos.

Durante os séculos VIII e IX aC, Tuwana ganhou destaque com uma sucessão de reis, entre os quais apenas alguns são conhecidos devido a inscrições históricas. Tuwana se destacou ao se aproveitar da sua posição entre os impérios Frígio e Assírio, para facilitar o comércio em toda a Anatólia. Como resultado, o povo tuiano acumulou significativa riqueza.

Além de sua forte economia baseada no comércio, Tuwana parece ter possuído grandes riquezas culturais. O reino utilizava uma linguagem hieroglífica chamada luwian, mas depois adotou a escrita fenícia alfabética. Este fato em especial pode ter sido muito importante para a história da região, uma vez que a posição de Tuwana como um elo entre o Ocidente e o Oriente ajudou o reino esquecido a entrar em contato com elementos da cultura grega antiga. Como resultado disso, é possível que toda a interação linguística de Tuwana tenha dado origem do alfabeto grego. Nada mal para um reino de que você nunca havia ouvido falar – esta civilização nem artigo da Wikipédia em inglês possui.

Entretanto, o que parecia ser uma bênção para o reino acabou contribuindo para sua ruína. A localização central de Tuwana, além de outros elementos históricos, como a desunião entre as cidades-estado da Anatólia, deixaram o reino pronto para ser tomado por invasores por volta do ano 700 aC. À medida que o império Assírio se expandia para o oeste, ia conquistando cada uma das cidades-estado pós-hitita ao longo de seu caminho, até controlar grande parte do Oriente Médio.

Se tudo isso soa um tanto especulativo, é porque, até 2012, toda a informação que os historiadores possuíam sobre os tuianos era baseada em poucas inscrições e algumas menções a esse povo feitas em documentos assírios. A recente descoberta de uma grande cidade, que teria sido a base do poder de Tuwana, está mudando tudo isso.

Após a descoberta da cidade, cheia de evidências tão plurais e bem preservadas sobre o povo desconhecido, os arqueólogos começaram a juntar a história deste rico e poderoso reino, que controlou o comércio por meio das Portas da Cilícia durante vários séculos. Considerando que este local tinha uma importância comercial semelhante à da Rota da Seda (embora tivesse um tamanho muito mais reduzido), o potencial arqueológico de Tuwana é gigantesco.


2. Império Máuria, na atual Índia



Chandragupta Maurya era praticamente um Alexandre, o Grande, indiano. Por isso, não é de se espantar que, tendo sido contemporâneos, os dois homens tenham, de fato, supostamente se encontrado cara a cara. Chandragupta procurou a ajuda do macedônio em sua tentativa de tomar o controle do subcontinente, mas as tropas de Alexandre estava muito ocupadas cuidando de um motim.

Destemido, Chandragupta uniu a maior parte da Índia sob seu domínio e venceu todos as batalhas que travou nos quatro cantos do subcontinente. Ele fez tudo isso com 20 anos. Após a morte de Alexandre, foi o Império Máuria que impediu que os sucessores do conquistador se expandissem mais e chegassem até a Índia. O próprio Chandragupta derrotou pessoalmente diversos generais macedônios em batalha. Depois desses episódios, os macedônios preferiram fazer um acordo com os indianos em vez de se arriscarem em outra guerra declarada.

Ao contrário de Alexandre, Chandragupta deixou para trás uma burocracia cuidadosamente planejada e um sólido governo para garantir a duração do seu legado. E ele mesmo poderia ter sobrevivido mais tempo se não fosse por um golpe de Estado, em 185 aC, que deixou a Índia dividida, fraca e muito propensa à invasão dos gregos, que na época dominavam os territórios imediatamente ao norte da Índia.

1. Indo-Gregos, na Ásia



Existe uma razão pela qual você não pode falar sobre o mundo antigo sem mencionar os gregos – eles estavam por toda parte! Como mencionado anteriormente, as pressões externas condenaram os greco-batrianos, mas o reino indo-grego foi capaz de manter e disseminar a cultura helenística durante mais dois séculos lá longe, no noroeste da Índia.

O mais famoso dos reis indo-gregos, Menandro, supostamente se converteu ao budismo após um longo debate com o filósofo Nagasena, que registrou a conversa em sua obra “As Perguntas do Rei Menandro”. A influência grega, por sua vez, pode ser vista claramente na fusão de estilos artísticos. Embora seja raro encontrar um exemplo de estátua da época que tenha sobrevivido até hoje, alguns achados mostram monges budistas e devotos esculpidos no que definitivamente pode ser considerado estilo grego – principalmente porque as figuras vestiam túnicas gregas.

Com base em algumas moedas indo-gregas feitas por meio de um processo metalúrgico exclusivo da região da China, acredita-se que tenha existido um comércio intenso entre estes dois Estados. Os relatos do explorador chinês Zhang Qian atestam este comércio já no final do segundo século aC. A queda do reino indo-grego parece ter se dado devido à combinação entre a invasão Yuezhi no norte e a expansão indiana no sul. 

18 de fevereiro de 2014

Relembre como era a moda nos anos 90

Papete com meia

Se os anos noventa são os novos oitenta, tudo que era sucesso nessa época aos poucos vai voltar à moda na década de 2010. Mas algumas dessas coisas são praticamente impossíveis de achar hoje em dia, ou então, não são mais tão legais assim como, por exemplo, usar papetes com meias ou macacão jeans.

Bonés



Nos anos 1990 haviam basicamente dois tipos de bonés: os de times americanos, que eram sempre coloridos e disputados pelos meninos. Entre eles, os que mais se destacavam eram os do Chicago Bulls, Charlotte Hornets, Los Angeles Lakers, Anaheim Ducks, San Jose Sharks e Raiders. E os bonés de couro preto com placas de alúminio, no melhor estilo Vanilla Ice. Porém, o que diferenciava era a forma de usá-los. Podia ser com a aba reta ou com ela totalmente envergada, de lado, para trás e até de um jeito que deixava o topetinho para fora.
Cabelo



Falando em topetinho. No auge dessa época, os homens usavam basicamente seis tipos diferentes de cortes de cabelo: totalmente raspado, raspado com topetinho, raspado nas laterais (estilo americano), mullets, rabo de rato ou apenas penteado, usado pelos bons moços.
Moletom



No Brasil, a coisa mais valiosa para os jovens - tanto homem como mulher - era um moletom ou qualquer tipo de acessório do Hard Rock Café. Não importava o objeto, bastava ter o famoso logo para você ser considero uma pessoa descolada. Com o tempo, a graça passou a ser o local de origem da peça, quanto mais longe fosse lugar escrito no logo, mais cool você era.
Camisetas



As camisetas merecem um carinho especial, praticamente tudo nos anos 1990 tinha estampas grandes e nas camisetas não era diferente. Além do Mickey e sua turma, que era hors concours, merecem destaque as camisetas da galerinha do Looney Tunes, Scooby-Doo e dos Simpsons.


Ainda falando de camiseta, outra marca que precisa ser lembrada é a Big Johnson, onze em cada dez meninos queriam uma camiseta da marca, devido suas estampas de alto apelo sexual e desenhos bem humorados.
Macacão e calças



Provavelmente você também já foi obrigado pela sua mãe a usar um macacão jeans azul da Pakalolo. Todo mundo alguma vez na vida durante os anos 1990 teve o seu dia de jardineiro.


Nessa época quase tudo era feito de jeans, assim como as calças camufladas e a baggy, no melhor estilo Mamonas Assassinas.

Calçados


Se tem algo que é a cara das mulheres dos anos 1990 são os tênis/sapatos da Keds, a marca era a preferida das meninas e teve uma fase em que a moda entre elas era colocar band-aids coloridos nos calçados. Entre os homens, os tênis de basquete eram os mais desejados, em especial os que permitiam controlar o amortecimento apertando uma espécie de bomba na língua, lembra?


Se hoje as sandálias da Crocs são os pesadelos dos fashionistas, há alguns anos, as famosas papetes, como eram conhecidas, fizeram esse serviço. Ninguém escapou, até quem não queria, acabava ganhando uma de alguma tia no aniversário.
Mochila



Os meninos não ligavam muito para mochila, mas em compensação as meninas amavam as mochilas de nylon da Kipling, as de bolha e teve uma época que a moda entre elas eram as mochilas de bichinos de pelúcia. Acho que todas mulheres já tiveram uma, né?
Acessórios


O colar tipo tatuagem era um item obrigatório para as meninas serem aceitas na sociedade do ensino fudamental do colégio. Algumas até exageravam e colocavam mais do que uma, só que acabavam ficando parecidas com as mulheres girafas da Tailândia.


Por fim, as pulseiras de swarovski ou de miçangas eram essencias para completar o look feminino. A graça era encher o braço com a maior variedade de cores possíveis.